Festividades
inexistentes
25/12/2220
Andando
sem um rumo certo, sem tentar viver, apenas sobreviver, esse era o lema do Jack.
Ainda com a imagem da doutora Sif na cabeça e tudo que ela lhe falou, ele já se
achava um cara mais maduro e atento ao que podia aparecer em toda floresta. Olhou
para seu mp4 e notou que era natal, uma festividade dos povos antigos que celebrava
o nascimento de um deus para eles, e ao passar dos anos foi se afastando cada
vez mais dessa crença. Uma pena, pois quem tinha fé sobrevivia bem mais que os
outros. Jack tentava não pensar nessa época, porque se lembrava de todas as
festas que passou com sua família, mas preferiu sair para viver ao invés de
esperar e aproveitar essa festa tão bonita que a família mantinha desde os seus
primórdios. Algumas lágrimas escorrem dos olhos verdes de Jack, a saudade de
seus entes queridos era mais forte do que imaginou sentir. Sem perceber
tropeçou e caiu, como se algo tivesse lhe passado a perna. Enxugou as lágrimas
ainda no chão, rapidamente pegou sua espada alada e se virou questionando:
-
Quem está aí? Apareça se tiver coragem!
Ele
olha ao redor e não tem nada nem ninguém, nem um bicho, nem uma pessoa, nem uma
pedra que ele pudesse ter tropeçado. Foi muito estranho cair sem perceber, bem
em uma hora em que se sentia mal pelas lembranças de seus entes. Levantando bem
devagar com sua espada em mãos nota um bicho atrás da arvore tentando se
esconder. Jack grita para que ele apareça e não tenha medo. Então uma surpresa.
Era um mazeltof, um cachorro que andava em duas pernas e falava. Incrível Jack
encontrar um, porque sempre achava que isso era uma daquelas histórias
inventadas por mil e uma pessoas de bichos falantes, ou poções mágicas e coisas
estranhas que todos inventam para conseguir atenção dos outros. Jack larga a
espada no chão e coloca a sua bolsa em cima da espada, abaixa e chama esse
mazeltof, de braços abertos para que ele acreditasse que Jack era um cara tranquilo
para se fazer amizade. O mazeltof aparece e vai de encontro ao Jack:
-
Humano, não tente nada contra mim, sou apenas um mazeltof dessa floresta, se
fizer algo posso te atormentar pelo resto de sua vida.
Jack
sorri e olha pra cima, percebe que o sol está bem forte e que o animalzinho
devia estar com fome e sede. Coloca um pouco de água em suas mãos e o ajuda a
tomar. Ali se iniciava uma das amizades mais verdadeiras que ele podia
imaginar. O animal vem correndo e bebe toda a água que Jack colocou a
disposição. Os dois ficam se encarando por um tempo, o animal tinha orelhas
grandes para um cachorro normal, mas era bonito, com um porte forte. Jack
perguntou seu nome, e o mazeltof responde com toda tranquilidade:
-
Humanos como sempre curiosos... Sou Zeus. Anos atrás entrei nessa floresta a
procura de uma vida mais alegre do que a que eu tinha na ilha, mas nunca
ninguém aparecia para ser meu parceiro. Ao ver você passando deixei meu pé para
você tropeçar e me ver. Me desculpe se te irritei, só não me sinto bem sozinho.
O
garoto olha para o cachorro e percebe que essa floresta não é tão desabitada
quanto ele pensava, já havia encontrado a doutora, agora Zeus o mazeltof.ao
mesmo tempo que ficara com medo, criou um ânimo maior. Jack estica sua mão ao
encontro de Zeus:
-
Zeus, se torne o meu parceiro à procura de uma jornada da felicidade, para
encontrarmos o nosso significado para vida.
O
mazeltof nem pisca para apertar a mão de Jack e aceitar essa parceria, sem medo
nem pudor do que poderia acontecer aos dois. E assim iniciou uma amizade perante
o drama da vida. Os dois começam a conversar e voltaram a percorrer o caminho
sem rumo da estrada, mas com uma única direção: de serem felizes. Esse era seu
rumo. Bom, assim éque era pra ser...
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